Instrumentos de sopro

 

 

Gráficos das soluções matemáticas para as ondas

Cordascorrespondem directamente a configurações físicas destas

Soprosrepresentam não a posição de partículas mas antes a densidade, isto é, pressões

 

 

Condições fronteira

Cordasextremos fixos, oscilações impossíveis

Soproscontacto com o exterior, pressão nos extremos fixa e igual à atmosférica

 

 

 

Variedade de harmónicos – Consequências

Tubos semi-abertos (um extremo fechado, o outro não) – apenas metade dos harmónicos traduzem-se num som mais "vazio" e na necessidade de maior número de chaves para reproduzir uma escala cromática.

Ex.: Clarinete, Saxofone

Tubos abertos (ambos os lados) – têm sons mais ricos, e a proximidade entre as harmónicas diminui o número de alterações ao tubo para se cobrir todas as notas.

Ex.: Trompete, Trombone, Oboé

 

A escolha da nota

O tubo não provoca a vibração. As suas dimensões permitem no entanto, usá-lo para captar uma excitação exterior, "puxando-a" para a frequência da harmónica mais próxima deixando sair apenas para o exterior uma nota já estabilizada.

A excitação provém da vibração dos lábios apoiados no bocal (para instrumentos que o tenham, como a trompete), que à semelhança das cordas vocais ou de uma guitarra produz uma vibração tanto mais aguda quanto maior a tensão (rigidez) que se lhes impõe.

 

 

Entre as harmónicas

Há na nossa escala muitas notas que não se encaixam nas harmónicas características do tubo original. A solução óbvia é mudar o comprimento do tubo, o que ocorre visivelmente num trombone de vara, ou pela utilização dos pistões na trompete. Diferentes combinações destes poderão adicionar ao tubo inicial entre 1 e 6 meios tons, com o que se abrange toda a escala cromática.